24 Nov, 2017
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Jardim Infantil Pestalozzi

A CRIANÇA SERÁ O QUE DELA FIZEREM O SEU GRUPO E A SOCIEDADE
EDUCAR É DAR-SE COMO MODELO
CRIANÇAS CAPAZES DE INTERVIR E MODIFICAR
UMA ESCOLA PARA A INDEPENDÊNCIA E PARA A RESPONSABILIDADE
UMA ESCOLA PARA A INDEPENDÊNCIA E PARA A RESPONSABILIDADE
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A CRIANÇA SERÁ O QUE DELA FIZEREM O SEU GRUPO E A SOCIEDADE
 

Inscrição

 

Inscrição


As inscrições no Jardim Infantil Pestalozzi iniciam-se a 4 de janeiro de 2017.

A pré-inscrição pode ser feita na secretaria da escola ou online.

Depois de preencher o questionário online, a sua pré-inscrição fica feita. Basta carregar no botão "ENVIAR" que a sua mensagem chega passado uns segundos.

Seguidamente contactaremos o encarregado de educação por email ou telefone, e marcaremos então uma visita às instalações.


A matrícula será feita na sequência destes passos. É necessário trazer o BI/ cartão cidadão + 1 fotografia + boletim de vacinas do menino/menina a matricular.

 

- Pré-Inscrição Online

breve historia

 

Breve história do Jardim Infantil Pestalozzi 


O Jardim-Infantil Pestalozzi foi criado, em 1955, por Lucinda Atalaya. A sua primeira casa situava-se no Bairro de S. Miguel, na rua Frei Amador Arrais, em Lisboa; três anos mais tarde, mudou-se para o atual edifício, na rua Dr. João Soares, antiga rua de Malpique.

Caracterizada por defender e prosseguir uma pedagogia ativa, diferenciou-se das escolas existentes ao tempo, por uma ação pedagógica assente no reconhecimento e no respeito pela individualidade e expressão livre de cada criança.

Em 1958, alargou a sua atividade à escolaridade primária, instituindo, desde sempre, a coeducação, oficialmente proibida na época. Firmou-se como uma escola que privilegiava a vivência das crianças, em contacto direto com o meio ambiente, e ainda a relação com os pais baseada no diálogo e reflexão conjunta sobre as questões do desenvolvimento das crianças, bem como na sua participação em ações educativas.

Procurando situar-se nos caminho da inovação, recolheu a influência do pensamento e da ação democrática em educação. Partilhou ideias com personalidades significativas no panorama educativo do país. Rui Grácio foi a figura mentora da linha pedagógica da escola; Maria Amália Borges, foi a interlocutora nos métodos e práticas de ensino; Agostinho da Silva, foi o mestre modelar para o grande objetivo da Educação – a humanização do Homem.

Pedagogos e historiadores da educação como Rui Grácio, João dos Santos, J. Salvado Sampaio, Rogério Fernandes consideraram esta escola pioneira em inovação pedagógica no nosso país, no seu quase meio século de existência.

Inscrições abertas

Jardim Infantil + 1º Ciclo do Ensino Básico

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A palavra aos Pais, Antigos Alunos e Amigos

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Testemunho de uma Estagiária

Família. Família é aquela que nos proporcionou a nossa existência, que nos criou, amou e educou. Família, segundo o dicionário, é um "conjunto de pessoas que vivem na mesma casa" ("família", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa, 2008- 2013). Assim, encontro-me aqui, hoje, a prestar o meu testemunho sobre uma grande família, que é a que vive sob o teto de uma grande casa, de uma grande instituição: o Jardim-Infantil Pestalozzi.

Começo por dizer que tive a sorte, a grande sorte de ter sido aceite, como estagiária, numa escola cujo nome não me era nada familiar... lembro-me do dia em que entrei por aquele grande portão verde e pensei "Isto não parece um colégio... isto parece uma casinha!". Quanto mais espaço descobria, menos escola me parecia. À medida que entrava, mais estranhava – "que casa tão bonita, que gente tão feliz" pensava eu. Entrei pela sala de aula, fui apresentada, juntamente com a minha colega e sentámo-nos, preparadas para assistir ao ensino do bê-á-bá. Poucos minutos depois, enquanto a professora conversava (sim, conversava!) com os alunos, uma criança levantou-se e foi abraçá-la. Momento de pausa – "o que é que está a acontecer?", "será que tem problemas?", "aconteceu alguma coisa?" dizia o tico ao teco, na minha cabeça. A professora retribuiu o abraço, ofereceu-lhe um beijo, pediu ao aluno que se sentasse e tal aconteceu. Não consigo tirar esta imagem da minha cabeça, nunca tinha visto nada igual na minha vida – uma professora, que conversa com os alunos e troca carinhos? Não queria acreditar, não me parecia normal, não me parecia que fosse algo que funcionasse dentro de uma sala de aula de 1.º Ciclo do Ensino Básico. Com o passar do tempo a dúvida, já instalada, começou a propagar-se por todo o meu saber e procurei comprovar o método, durante as semanas de intervenção – foi a melhor sensação de sempre. Uma sensação de felicidade que se apodera de nós quando nos encontramos a explicar que "Mar" é o primeiro bocadinho de "Margarida" e, de seguida, misteriosamente, somos sugados para um abraço que é tão pequeno e tão grandiosamente quente ao mesmo tempo.

Posso dizer, então, que tive, também, a sorte de ter sido supervisionada por uma grande, enorme, gigante professora. Cerca de 1,60m de carinho e um sorriso, sempre estampado, que nos alcança e nos abraça. Se eu já sabia qual era o meu propósito na escolha desta profissão de docente, agora eu tenho a certeza: ser professor é ter nas mãos a possibilidade de mudar o mundo. Ser professor é ter a oportunidade de agarrar o mundo e moldá-lo, com todo o dom que as nossas mãos possuírem. Tenho a certeza que a minha querida professora Pestalozziana está a mudar o mundo, porque as crianças que por ela passam, ficam a conhecer o verdadeiro valor de aprender, porque aprender é um direito e nós, professores e futuros professores, temos, também, o direito – sim, o direito! – de ensinar. Todos temos um papel único. O mundo é de todos e para todos e podemos ser tudo o que quisermos nele, porque "somos capazes" – aprendi eu nesta instituição.

No Pestalozzi eu ensinei, fui ensinada e saí de lá encantada! O desejo de voltar não cabe em mim – o desejo de ensinar, que nasceu comigo, transformou-se no desejo de ensinar "à moda do Pestalozzi".

Guardo na memória todas as relações que criei e a forma como fui acolhida por uma comunidade escolar esplêndida, que teve a capacidade de nos fazer sentir em casa desde o início da nossa presença na escola. Termino o meu estágio de coração cheio e de alma pejada e sei, com toda a certeza, que nunca vou esquecer o Jardim-Infantil Pestalozzi: uma grande casa amarela onde vive uma família feliz da qual eu tive a grande sorte de poder ter feito parte.




“Que nota dás à tua infância?”

Um artigo de CRISTINA L. MARTINS HALPERN in “Público” a 22/03/2015

“A avaliação está intricada no ensino, mas esta relação íntima em nada se confunde com o minicircuito a que tudo se quer reduzir – aluno – exame – nota – ranking – sucesso na vida.”

Consulte o artigo completo em http://www.publico.pt/sociedade/noticia/que-nota-das-a-tua-infancia-1689814?page=-1


Junho de 1967

Era um dia de verão que podia ser o primeiro daquela estação. O calor que se fazia sentir deixava adivinhar a proximidade das sempre tão desejadas férias grandes. O ambiente no jardim infantil era já como se de festa: com mais tempo de recreio que de sala. Eram concedidas autorizações aos mais novos para poderem brincar no espaço habitualmente reservado aos mais crescidos. Tão crescidos que já estavam na primária, o que me fazia olhar para eles como se fossem uma espécie de semideuses.

Aquele espaço de recreio tinha para mim um valor muito especial. As ameixeiras, aqueles baloiços grandes o trapézio enorme que não me atrevia a tentar alcançar. O cão de guarda que preguiçava na sua casota construída no vão das escadaria. O espaço onde ficava estacionada a carrinha de marca e matrícula OM, para a qual éramos chamados ao fim do dia e que nos levava as nossas casas com a condução cuidada do Sr. Gordinho. Sempre simpático e brincalhão, parecia não se importar que nos enganássemos oferecendo-lhe um 'R' suplementar ao seu nome, por razões da sua silhueta.

Naquele lugar de estacionamento existiam também pequenas capoeiras de onde se ouviam cacarejares que contribuíam para a harmonia daquele nosso primeiro paraíso.

Para suavizar temperaturas e aumentar as alegrias de fim de ano letivo, as professoras decidiram pegar numa mangueira com a qual nos borrifaram entre gritos e correrias felizes.

Recordo a mana mais velha em corridas alegres e saltos fantásticos desde a zona mais alta até à zona que servia de campo de futebol. Uma espécie de corredor que ia desde o portão de entrada, até aquele recanto com bancos, por baixo da escadaria que dava acesso ao primeiro andar da casa principal.

Os seus carrapitos e o vestido de pequenas florzinhas faziam-me achá-la a Anita dos seus livros lá de casa. Lembro, com uma nitidez perpétua, o seu rosto (se fizesse hoje carrapitos ficaria igual com certeza).

Mais tarde, os mais novos (grupo no qual me incluía) regressaram a zona da infantil para lanches de refrescos e bolos.

Quando acabámos, subimos os poucos degraus junto ao lavatório que davam acesso a secretaria e, evitando esta, virámos à direita, passando pela velha cozinha do piso térreo em direção a um pequeno corredor em 'L'. Este dava, por sua vez, acesso a uma casa de banho, a uma arrecadação e a um pequeno compartimento onde deixavam os nossos casacos e cestos. Ainda à porta para a sala da pré-primária em frente e à direita à da sala da infantil, onde entrámos para nos dedicarmos às nossas atividades o resto da tarde.

Entre jogos e peças de teatro, estava eu sentado no chão encostado à parede e ladeado pelos meus amigos, quando sinto duas pessoas crescidas aproximarem-se de mim. Ao olhar para cima reparei serem a minha mãe e a minha educadora.

Num pulo, pus-me de pé e, saltando para o seu colo, abracei a responsável pela minha existência. Passadas as saudações e inerentes ternuras, fui confrontado com aquela pergunta colocada em harmonias ensaiadas:

'António, quando recomeçar a escola, quer ir para a sala da pré-primária ou prefere ficar mais um ano aqui na infantil?'

Em segundos varri as memórias que tinha da sala que propunham passar a ser a minha. Os tempos em que era o espaço do meu irmão mais velho.

Num canto, um balcão com uma balança e uma caixa registadora, faziam a mercearia onde se podia adquirir os produtos necessários para cozinhar, por exemplo, um bolo. No canto ao lado era simulada uma pequena cozinha na qual se produziam as receitas previamente decididas pela educadora.

A voz da minha mãe trouxe-me de volta, 'Preferes a pré-primária ou ficar mais um ano aqui na infantil, António?'

Foi sem dúvida a primeira grande decisão da minha vida,

'Quero ficar nesta sala.',

respondi eu ainda entre hesitações de crescimentos e amigos que ficavam.

Feitas hoje as contas às arrecuas, passava eu na altura pelos quatro anos da minha vida.

Recordo, ou julgo recordar, episódios mais longínquos. Contudo, sem certezas de terem sido experiências memorizadas por si mesmo ou através de relatos feitos a posteriori em explicações de fotografias.

Sendo esta a recordação mais remota que tenho de mim, é provida duma clareza quase impossível que não consigo ter de alguns episódios do dia de hoje.

Miguel Cerveira do Amaral

(antigo aluno do Jardim Infantil Pestalozzi)


 

carta pai


Rui Moreira (pai de um aluno da sala dos 4 anos)


Um artigo a não perder sobre os exames de 4.• ano deste ano. Assinado por uma mãe de alunas do Jardim Infantil Pestalozzi.

Notas de biologia aplicadas aos exames nacionais do 4.º ano

CRISTINA L. MARTINS HALPERN

Nestes exames (ano 2013/2014) há demasiadas perguntas para adultos pequenos.

http://www.publico.pt/sociedade/noticia/notas-de-biologia-aplicadas-aos-exames-nacionais-do-4º-ano-1638788


Tocaram à campainha e viu-se um "tsunami" de meninos de segundo ano a correr! "Foi a Milinha, que veio fazer uma visita!" Esta foi a resposta a "Qual foi a coisa mais divertida que aconteceu hoje na escola?" e é, para mim, a melhor definição desta escola. Um espaço onde todos se conhecem, onde cada um é único e fundamental.

Quando entrei pela primeira vez na escola o meu filho mais velho tinha dois anos e eu começava a pesquisar uma casa para ele brincar, conviver, aprender, estar, ser. Conhecia a escola de ouvir falar e da experiência de primas e primos que por cá foram passando. Umas das primas (na altura com 17 anos) disse-lhe "estou cheia de inveja de ti! Aproveita bem o Pestalozzi, foram os melhores anos de sempre!". Concluí que a escolha foi acertada.

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