Batalha Naval de Polígonos

Estamos a aprender o que são coordenadas e para que servem.

A Joana disse-nos que as coordenadas geográficas são pontos imaginários na superfície do globo terrestre. O ponto onde se cruzam as linhas imaginárias permite localizar com precisão qualquer local na superfície do globo terrestre.

Experimentámos este método de localização através do Jogo da Batalha Naval dos Polígonos. Cada “comandante” do seu exército de polígonos escondeu as suas figuras geométricas e chegámos à conclusão, que este jogo exige: conhecimento, precisão e estratégia! Foi muito divertido.

3.º ano do 1.º ciclo

Teatro de São Martinho

Mais um ano em que os meninos e meninas da sala dos 5 anos responderam ao desafio de dar vida e voz à Lenda do S. Martinho.

Desta vez, deram asas à imaginação e puseram mãos à obra, num trabalho de grande participação por parte de todos os meninos e meninas. Ideias não faltaram e vontade para o pôr em cena, também não. O resultado? Um teatro de marionetas onde tudo parece pensado ao pormenor.

Pintar, desenhar, recortar e colar por pequenas mãos incansáveis, transformaram ideias em cenários e em marionetas. Os sons imaginados foram sendo reproduzidos por instrumentos que se foram descobrindo e o texto, depois da concordância em grupo, também chegou a bom porto. Durante duas semanas, a sala encheu-se de cor, gravações e novas sonoridades, numa azáfama partilhada por todos.

No fim, sentimos (eu também) que crescemos mais um pouco e descobrimos em nós e nos nossos companheiros novas capacidades e competências que nos deixaram mais confiantes e orgulhosos por fazermos parte deste grupo e a querermos mais desafios.

Quando decidiram partilhar o teatro para fora da escola, os meninos e meninas disseram:

“Os meninos dos cinco anos querem- -vos oferecer o teatro do S. Martinho.

Aproveitem o teatro e bom espetáculo!”     

Vídeo Teatro de São Martinho

Rita Marques

Educadora Titular do grupo dos 5 anos

Bifanada no Pestalozzi

Para celebrar o regresso às aulas e a manutenção das nossas tradições, tão importantes para dar sentido e alegria aos tempos que atravessamos, mantivemos o habitual programa da Churrascada, embora em moldes diferentes.

Neste ano, a Churrascada transformou-se numa “Bifanada” realizada na Escola, no dia 2 de outubro, na qual participaram todos os grupos de meninos desde os três anos ao 4.º ano, seguindo as regras deste ano letivo.

Assim, o almoço e o convívio decorreram nas salas de atividades de cada turma e teve a nossa ementa tradicional, que incluiu bifanas com alface e tomate, batatas fritas, salada de fruta e limonada.

Apesar de “irmos para fora cá dentro”, o convívio e a festividade foram vividos com o entusiasmo, a surpresa e a boa-disposição de sempre.

Nem a chuva afetou o nosso bom humor!

Natal no jardim Infantil Pestalozzi

Desde o início de dezembro, o Pestalozzi parecia uma autêntica fábrica, na qual os duendes trabalhavam incansavelmente para que tudo estivesse pronto a tempo e horas para a chegada do Natal.

Pinturas e colagens, modelagem e recortes, cartas para o Pai Natal e presentes, ensaios para o teatro e construção de adereços, canções alusivas à época e filmagens – foi um não parar de atividades, sempre com grande animação, entusiasmo e sentido de grupo.

Nos dias 16 e 17 de dezembro, os alunos do 1.º Ciclo foram à Cinemateca Júnior ver o filme “O Circo”, de Charlie Chaplin, com música ao vivo tocada ao piano. Neste filme, o nosso conhecido vagabundo, Charlot, foi trabalhar no circo por acaso e transformou-se rapidamente na estrela da companhia, passando por uma série de peripécias no decorrer do enredo.

As crianças da Infantil irão assistir a um espetáculo de teatro, logo no início de janeiro, chamado “Afinal… o gato?”, da companhia Andante, que já nos apresentou um belo espetáculo no Natal passado.

Neste ano, como não nos pudemos juntar todos no ginásio para assistir ao espetáculo das meninas e meninos da Escola, tivemos uma nova ideia para podermos continuar a partilhar este momento tão significativo: cada grupo filmou o seu contributo e montamos um espetáculo com as apresentações das turmas da Infantil e do 1.º Ciclo. No dia 18 de dezembro, as turmas foram, uma a uma, ao ginásio assistir à projeção do filme que integra o Espetáculo de Natal de cada turma. No fim, fizemos uma descoberta: o filme está mesmo maravilhoso!

E sabem o que aconteceu no final do filme? Acreditem ou não, o Pai Natal viajou pelos céus montado nas suas renas e deixou prendas para todos os grupos junto à árvore de Natal. E até escreveu uma carta para cada turma! As meninas e meninos levaram os presentes para desembrulharem nas suas salas e divertiram-se muito a brincar com as ofertas do Pai Natal.

O almoço e lanche de Natal foram organizados por turmas, nas respetivas salas de aula, com grandes mesas festivas, bem compostas e decoradas, com iguarias muito apetitosas, tanto salgadas como doces.

Também neste ano, apesar das contingências, comemorámos o Natal com os festejos que já fazem parte da tradição da nossa escola, com as necessárias adaptações, mas sem perder a magia, a alegria, a festividade e o sentido de pertença tão especiais desta época.

Só nos fez falta a habitual visita das nossas famílias, para partilhar o lanche de Natal e um caloroso convívio, tão significativo e próximo… mas não perderemos pela demora. Está prometido!

Festa do Pão-por-Deus

Festa do Pão-por-Deus
Vivemos com grande alegria esta tradição tão importante na nossa Escola que é a celebração do Pão-por-Deus. O aproximar desta festividade tradicional faz-nos sentir a expetativa de um acontecimento que antecipamos como um dia especial. Esta expetativa abre espaço para a espera, a imaginação do acontecimento e até para a impaciência pela chegada do grande dia. Estes intervalos de tempo, pautados pela espera, trazem magia para o tempo da infância, ritualizam a sequência temporal e conferem um sentido de permanência e de pertença, ainda mais relevantes nos tempos em que atravessamos.
 
Os dias que antecederam a festividade foram vividos com grande entusiasmo e azáfama em todos os grupos. Com a ajuda dos seus professores, as meninas e os meninos elaboraram as listas das iguarias que gostariam de ter nas mesas das suas salas e pensaram nos ingredientes necessários para fazer os doces tradicionais. Os mais velhos até compararam preços para perceberem onde é que estes ingredientes ficavam mais em conta e calcularam o que poderiam comprar com a verba de que dispunham.
 
Na véspera do grande dia, o cheirinho a bolos tomou conta de toda a Escola, fazendo crescer água na boca. O aspeto das iguarias era fantástico, mas os meninos disseram que o sabor ainda devia ser melhor! E não se enganaram… mas ainda era necessário esperar pelo dia seguinte para poder provar as apetitosas iguarias!
 
O dia 30 de outubro amanheceu magnífico, com uma luz luminosa e límpida que nos aqueceu a alma depois de uns dias mais cinzentos e chuvosos. A Escola estava organizada para que as turmas trocassem entre si as surpresas que tinham preparado umas para as outras… e até a forma de trocar foi uma grande surpresa. Os meninos dos três anos foram bater à janela dos colegas dos quatro anos e cantaram uma canção enquanto trocavam os presentes. Os meninos dos cinco anos desceram as escadas e surpreenderam os colegas dos três anos à porta da sua sala. Os alunos do 4.º ano começaram a abrir as cortinas dos colegas do 2.º ano e a bater nos vidros, enquanto o professor Sérgio e três crianças começaram a assobiar uma música à porta do ginásio. E os meninos do 3.º ano estiveram a tirar medidas para saber onde era o meio do recreio para se encontraram com os colegas do 1.º ano e partilharem as suas iguarias.
 
Gostávamos muito de contar com a presença das nossas famílias, tal como é hábito, acolhendo-as na Escola para partilhar as iguarias confecionadas com tanta dedicação por todos. E havemos de voltar a partilhar este dia tão especial de forma mais próxima! No entanto, apesar destes tempos, as nossas mesas encheram-se de romãs e dióspiros, de nozes e amêndoas, de figos e tangerinas, de abóboras e doce de abóbora, de bolinhos secos e bolos frescos, feitos na véspera. Estavam bonitas de se ver, as nossas mesas, e muito compostas!
 
Falámos, também, na tradição que deu origem a este evento, recordando o terramoto que destruiu grande parte de Lisboa e que fez com que no ano seguinte o povo, que vivia com dificuldades, fosse de porta em porta pedir “Pão, por Deus”. Com o passar dos anos, tornou-se uma tradição as crianças, no dia 1 de novembro, irem de casa em casa pedir “Pão, por Deus” e receberem frutos secos, bolos, pão e frutos da época.
 
Estamos agradecidos a todas as famílias pela sua contribuição para este dia tão especial!